Primeiro-ministro egípcio pede fim de ataques durante visita à Faixa de Gaza

Hisham Qandil visita Gaza para demonstrar solidariedade. Governo do Egito diz que os ataques israelenses são “uma agressão contra a humanidade” e que não vai abandonar os palestinos “à própria sorte”.

O primeiro-ministro do Egito, Hisham Qandil, visitou a Faixa de Gaza nesta sexta-feira (16/11), em meio ao conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas, e qualificou os ataques militares israelenses de agressão. “O Egito vai intensificar os seus esforços para pôr fim a essa agressão e alcançar uma trégua duradoura”, disse Qandil durante visita a um hospital na Faixa de Gaza.

Antes da visita, o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, havia apelado ao Egito para que faça mais para ajudar os palestinos.

Segundo uma fonte ligada ao Hamas, ataques aéreos israelenses durante a visita de três horas causaram a morte de duas pessoas, entre elas uma criança. Militares israelenses, porém, negaram ter continuado com a ofensiva aérea durante a visita de Qandil, apesar de o Hamas ter disparado mais de 50 foguetes contra Israel, afirmaram.

“O Hamas não respeita a visita do primeiro-ministro egípcio à faixa de Gaza e viola o cessar-fogo temporário com o qual Israel concordou”, escreveu Ofir Gendelman, assessor do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no serviço de microblog Twitter.

O governo de Israel anunciara que cessaria os ataques durante a permanência de Qandil desde que os militantes do Hamas fizessem o mesmo.

Um míssel disparado por Israel contra a Faixa de Gaza

Tradicional mediador

O Egito, governado por um presidente oriundo da Irmandade Muçulmana (movimento ideologicamente próximo ao Hamas, que governa a Faixa de Gaza), mediou tréguas anteriores entre Israel e os militantes palestinos de Gaza.

Qandil afirmou que o Egito, que assinou um tratado de paz com Israel em 1979, defende a criação de um estado palestino com Jerusalém como capital.

O presidente do Egito, Mohamed Morsi, disse que os ataques de Israel são uma agressão contra a humanidade e que os egípcios “não vão abandonar Gaza à própria sorte”, segundo a agência de notícias Mena.

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