Educação: Docentes de Santa Rita, PB, cogitam cancelar ano letivo após greves

Desde o início de setembro que os professores da rede municipal de Santa Rita, na Grande João Pessoa, vêm fazendo paralisações seguidas devido um corte de 11 dias de salário no contracheque do mês de agosto, referentes às faltas nas salas de aula. Alguns professores não recebem salário desde Agosto. Com o calendário no limite, após uma greve que durou até julho, o ano letivo corre o risco de ser cancelado.

O professor Manoel Vieira, que faz parte da comissão de negociação, explicou que a greve, que durou quatro meses, terminou no dia 21 de julho, após uma determinação da 5ª Vara de Santa Rita. “Voltamos a trabalhar, mas quando foi no final de agosto, a prefeitura descontou 11 dias do contracheque de todos os professores, até daqueles que estavam de licença médica. Os professores então decidiram não entrar em outra greve, mas paralisaram as aulas”, explicou.

“Depois de quatro meses em greve, fizemos um calendário para repor as aulas, que tinha previsão para acabar no dia 28 de fevereiro. Só que depois disso a prefeitura retirou as dobras de carga horária de alguns professores e não está pagando outros. Nós já estamos no limite e com os professores não indo dar aula, não será possível cumprir o prazo e surge o risco de o ano letivo ser cancelado”, disse o professor Manoel.

Segundo o professor as escolas municipais estão praticamente sem aula, já que estão acontecendo paralisações em sequência. “Como alguns professores estão sem receber desde agosto, eles não têm dinheiro para bancar o transporte e ir até o colégio. Com isso, algumas escolas estão liberando os alunos por falta de professores às 9h30, no turno da manhã, e às 15h30 no turno da tarde.

A Secretaria de Educação confirma a atual paralisação dos professores e que ela acontece por conta de um impasse no pagamento do terço de férias. A secretaria, no entanto, nega que haja alguma possibilidade do cancelamento do ano letivo. A Educação informou que a Secretaria de Finanças é que teria mais informações sobre as negociações com os professores.

O professor Manoel afirmou que o impasse no pagamento do terço de férias foi resolvido após uma determinação da Justiça, mas que logo após aconteceu o corte do contracheque. O G1 tentou falar com Finanças, mas nenhum dos telefonemas feitos até às 16h foram atendidos.

 

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