31,7 milhões vão às urnas neste domingo em eleição com a maior produção de lixo da história

Acontece hoje em 50 cidades brasileiras o segundo turno das eleições municipais, das 8h às 17h, encerrando um processo eleitoral de cifras e números milionários. Ao todo, 31.725.967 eleitores estão aptos a votar, espalhados por 17 Estados do país. No primeiro turno, a quantidade de pessoas aptas ao voto era 140,6 milhões. A contagem de votos nas urnas eletrônicas será feita pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais), e a expectativa é que o resultado final em todos os municípios seja conhecido até as 22h deste domingo.

A tecnologia do voto, porém, não encontra correspondência nas formas de comunicação utilizadas por partidos e candidatos. De acordo com levantamento feito pelo juiz do TSE Paulo de Tarso Tamburini, nos quase três meses de propaganda eleitoral nas cidades, as campanhas investiram alto em propaganda eleitoral impressa. Até a segunda parcial de contas apresentada ao TSE (setembro), mais de R$ 300 milhões haviam sido gastos só com papel e publicidade em jornais e revistas.

Segundo cálculos do magistrado, isso equivale a mais de 20 milhões de livros ou cadernos que poderiam ser feitos ou a mais de 20 bilhões de folhas tamanho A4. Ou ainda 417 mil árvores cortadas. Um recorde nacional, segundo ele.

O magistrado chegou á conclusão que a propaganda eleitoral é cara e agride o meio ambiente. Só com combustível, até o primeiro turno das eleições, foram gastos 54 milhões de litros, o que significa quase 40 toneladas de gás carbônico a mais na atmosfera.

Após a campanha, a propaganda eleitoral impressa é jogada no lixo ou nas ruas. Esse é um dos principais problemas que se vê no período eleitoral: a sujeira nas cidades. Os números são de assustar: só no dia do primeiro turno, foram coletadas na cidade do Rio de Janeiro 324 toneladas de lixo eleitoral (30 toneladas a mais em relação ao mesmo período de 2008).

Esse problema não é uma exclusividade das capitais. O município de Novo Gama, em Goiás, a 40 km de Brasília, teve eleição para prefeito e dez vereadores. A propaganda eleitoral no dia da votação deu trabalho para a limpeza pública, segundo o secretário de Obras de Novo Gama, Alessandro Barreiros. “O aumento foi muito grande, cerca de 500% ou mais. A nossa equipe diária de varrição é muito pequena. Diante do volume muito grande de material de campanha, nós tivemos que deslocar pessoas de outros setores para fazer essa varrição.”

O juiz eleitoral Paulo de Tarso Tamburini espera que o estudo sobre o impacto ambiental da propaganda eleitoral ajude os partidos e candidatos a mudar a forma de fazer a propaganda eleitoral no Brasil. “Esse é o nosso objetivo, fornecer dados concretos e estatísticos para que se reflita como se pode alterar a propaganda eleitoral ou como se pode tratar a propaganda eleitoral de maneira que esse impacto ambiental seja diminuído.”

Fim da votação e fuso horário

A votação terminará entre uma e duas horas após as 17h do horário de Brasília, nos municípios que não aderiram ao horário de verão. Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o horário de verão ocorrerá em 37 das 50 cidades onde haverá eleição. Segundo o órgão, a urna eletrônica é programada para iniciar e encerrar a votação conforme a hora de cada localidade, independentemente da adesão ao horário diferenciado.

Nos municípios de Salvador (BA), Vitória da Conquista (BA), Fortaleza (CE), São Luís (MA), Campina Grande (PB), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Natal (RN), Macapá (AP) e Belém (PA), as seções eleitorais encerram seu funcionamento uma hora após às 17 horas de Brasília.  Em Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT), apesar da vigência do horário de verão, a votação também se encerrará uma hora após o horário de Brasília, informou o TSE. Em Rio Branco (AC), Manaus (AM) e Porto Velho (RO), em razão da não participação no horário de verão e ainda da diferença de fuso horário em relação à hora oficial, a votação será encerrada duas horas após o horário de Brasília.

Como no segundo turno o voto é somente para prefeito e não mais  para vereador, o TSE informou que o tempo médio do eleitor na cabine deve ser menor do que no primeiro turno, quando ficou 40 segundos em média. No entanto, ainda não há estimativa a respeito desse número.

Fonte: Uol e Agência Câmara.

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