Demitida, professora homossexual espera por ‘justiça’

Justiça. Essa é a palavra citada pela professora Noyr Rondora Marques, ao ser questionada sobre o que espera no andamento do processo que ela move contra a Secretaria Municipal de Educação, motivado pela demissão dela de uma escola na zona rural da Capital. O desligamento da professora ocorreu após se tornar público o relacionamento amoroso que a mesma vivia com uma colega de profissão, Carmem Silva Geraldo, resultando em uma ação trabalhista na qual ela afirma ter sido discriminada por conta da opção sexual.

“Minha expectativa, agora, é de que seja feita Justiça. Acredito que Deus escreve certo por linhas tortas, e essa polêmica serviu para chacoalhar a sociedade”, afirmou, em entrevista ao Campo Grande News. O processo corre na Justiça do Trabalho, e nesta quarta-feira (9 de janeiro) serão ouvidas testemunhas da Secretaria Municipal de Educação e de Noyr Marques. A professora pede uma indenização de R$ 500 mil da prefeitura – R$ 250 mil por danos morais e o restante pela quebra unilateral de seu contrato de trabalho (ela era professora convocada).

“O valor que estamos pedindo na ação não é questionado. Nossa meta hoje é mais voltada para a reparação de muitas coisas erradas, como o preconceito”, prosseguiu Noyr Marques. Atualmente, a professora disse estar sem emprego, não necessariamente pela falta de propostas. “No momento não estou trabalhando por causa da repercussão do caso. Temos viajado muito, recebemos prêmio no Rio de Janeiro por conta desse caso, e participado de programas e eventos de Direitos Humanos”, comentou.

Noyr Marques ainda se mostra impressionada com as proporções que o caso tomou. “Nossa história chegou no exterior. Já houve gente da Espanha nos contatando, e o CDDH [Centro de Defesa dos Direitos Humanos] foi procurado por gente do Japão”, afirmou. “Toda caminhada de mil léguas começa com um primeiro passo, que foi dado com essa nossa luta. E a repercussão ocorreu porque essa luta é de todo um segmento”, prosseguiu a professora.

Nesta tarde, o TRT em Campo Grande ouvirá testemunhas da Semed e das professoras. Em audiências anteriores, as partes não chegaram a um acordo.

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