Publicado por: Conceitos em: Janeiro 9, 2008
Em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, tentou tranquilizar a população brasileira sobre os casos de febre amarela verificados em Goiás e no Distrito Federal.
Segundo ele, não há necessidade de realizar uma vacinação em massa nos 18 estados suscetíveis à doença. Temporão disse ainda que as populações de áreas urbanas não correm risco porque a forma urbana da doença está erradicada no Brasil desde 1942.
Ele frisou que as pessoas que se deslocarem para áreas de mata devem se vacinar para evitar o risco de contrair a febre amarela silvestre, que não está erradicada no Brasil.
“Não há nenhuma necessidade de vacinação em massa nos estados sujeitos à doença porque não há nenhuma epidemia”, disse.
O vírus da febre amarela circula na natureza nas regiões Norte e Centro Oeste, em Minas Gerais e Maranhão. Além disso, há faixas de transição e de risco potencial no oeste de quatro estados (Piauí, São Paulo, Paraná e Santa Catarina) e sul de outros dois (Bahia e Espírito Santo).
Forma silvestre
Segundo ele, nos últimos anos foram registrados alguns casos isolados da forma silvestre da doença, que tem se mantido em torno de dois ou três casos por ano. Temporão afirmou ainda que o país não registra caso da forma urbana da doença desde 1942.
“A situação está absolutamente sob controle. Desde 1942 não tem caso de febre amarela urbana no Brasil, apenas caso de febre amarela silvestre. As secretarias de saúde estão monitorando, acompanhando e informando adequadamente”, disse.
O ministro afirmou ainda que estão sendo providenciadas mais duas milhões de doses da vacina e que o Distrito Federal, onde várias postos de saúde ficaram sem a vacina, já está recebendo mais 100 mil doses.
Temporão também lembrou à população que a vacina tem validade de dez anos, não necessitando de nova dose no período.
“A vacina é plenamente eficaz durante dez anos, não tem necessidade de outra dose”, disse.